01 de junho de 2015 - 07h00 SP: Geraldo Alckmin critica reforma política Governador de São Paulo disse que a reforma não trouxe mudanças substantivas; ele também revelou que é a favor do voto distrital

Alckmin acredita que o número de partidos políticos precisam diminuir / Renato S. Cerqueira/Futura Press/Folhapress/ArquivoO governador de São Paulo Geraldo Alckmin criticou a reforma política durante a convenção municipal do PSDB neste domingo. Ele também falou sobre a quantidade de partidos no país e que é a favor do voto distrital. 

“Infelizmente, parece que a reforma política está acabando, sem trazer mudanças substantivas. E essas reformas estruturantes deviam ser feitas no primeiro ano da legislatura e do novo governo. Nem a proibição de coligação proporcional passou [na reforma]. Com essa proibição, 10 partidos, mais ou menos, seriam reduzidos”, falou. 

Alckmin também aproveitou o momento para comentar sobre o financiamento de campanhas por empresas, na qual a emenda aglutinada foi aprovada na última quarta-feira, dia 27, pela Câmara. 

A proposta estabelece o financiamento de campanha de pessoas jurídica e física aos partidos políticos, mas limita à pessoa física a doação a candidatos a cargos eletivos. Segundo especialista, a aprovação da emenda prejudica a sociedade, pois endossa o coro de que fornecimento de dinheiro vindo de empresas é uma das principais causas da corrupção.

“A primeira coisa é tornar as campanhas mais baratas. Antes de saber quem vai financiar, é preciso reduzir o custo”, explicou. “Acho até que no futuro se pode discutir financiamento público, mas não com 30 partidos. Hoje, o que precisa ser feito é tornar a campanha mais barata e ter voto distrital. A campanha fica no bairro, faz tudo de bicicleta e acaba com essa ‘marquetagem’, além de deixar as campanhas mais verdadeiras e menos artificiais”, defendeu o governador de São Paulo.

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