Político condenado por violência contra mulher pode virar ficha suja
Político condenado por violência contra mulher pode
virar ficha suja
A proposta, apresentada nesta
quarta-feira pelo deputado João Derly (Rede-RS), determina que políticos
condenados por violência doméstica e familiar contra a mulher sejam incluídos
no rol de fichas sujas e fiquem impedidos de disputar eleições.. Políticos
condenados por violência doméstica e familiar contra a mulher poderão ser
considerados ficha suja e ser impedidos de disputar eleições. É o que propõe o
Projeto de Lei Complementar 195/2015, apresentado na última terça-feira (18)
pelo deputado João Derly (Rede-RS). O texto prevê que a condenação deve partir
de um órgão colegiado, tal como o disposto na Lei da Ficha Limpa. Após o
cumprimento da pena, os políticos ficariam impedidos de disputar mandatos
eletivos por oito anos.
Na
justificativa, o deputado argumenta que “o repúdio à violência doméstica e
familiar contra a mulher deve ser demonstrado também na frente eleitoral,
conclamando também desta forma à erradicação definitiva dessa execrável forma
de violação dos direitos humanos ainda presente em todos os segmentos sociais e
com números assustadores”.
Para o
autor do projeto, ainda que o candidato tenha uma postura pública
irrepreensível, o fato de, no ambiente familiar, assumir um comportamento
autoritário e violento justifica a sua exclusão da disputa eleitoral. “Tendo no
entanto incorporado um padrão de relacionamento em que o homem exerce poder
sobre a mulher e acredita ter o direito de repreendê-la ou castigá-la, cremos
não poder ser detentor de um mandato eletivo aquele que comete agressão contra
a mulher, sobretudo quando a ele emocionalmente ligada”, diz o deputado ao
justificar a proposta.
O texto
ainda não foi despachado para ser analisado pelas comissões da Câmara. Para se
tornar lei, o projeto ainda precisa ser aprovado pelo Senado e sancionado pela
presidente Dilma Rousseff.
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